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Castas da quinta de serzeda

Alvarinho

É uma das variedades portuguesas mais admiráveis, originária do noroeste peninsular.

Dá corpo a vinhos únicos e facilmente identificáveis, de personalidade e temperamento forte. É uma casta vigorosa, que obriga a alguma prudência no controlo do ímpeto vegetal, sendo, porém, uma casta pouco produtiva, com cachos pequenos e elevada proporção de grainhas. Historicamente, foi uma das primeiras variedades portuguesas a ser engarrafada em estreme, responsável pelo sucesso dos vinhos da sub-região de Monção e Melgaço. O Alvarinho proporciona vinhos com elevado potencial alcoólico, perfumados e delicados, com notas aromáticas díspares de pêssego, limão, maracujá, lichia, casca de laranja, jasmim, flor de laranjeira e erva-cidreira. Tem um enorme potencial de envelhecimento, conseguindo viver em perfeita saúde até completar, pelo menos, dez anos de idade.

Antão vaz

É umas das variedades mais valorizadas do Alentejo, até há pouco quase exclusiva da zona da Vidigueira.

É uma casta consensual, rústica mas bem adaptada ao clima quente e soalheiro da grande planície, consistente e produtiva, amadurecendo de forma previsível e homogénea. Apresenta cachos volumosos e medianamente compactos, com bagos grandes e de película dura. Por regra, dá origem a vinhos estruturados, firmes e encorpados. Os vinhos estremes anunciam aromas exuberantes, com notas de fruta tropical madura, casca de tangerina e sugestões minerais, estruturados e densos no corpo. Quando vindimada cedo, proporciona vinhos vibrantes no aroma, temperados por uma acidez firme. Se deixada na vinha, pode atingir um grau alcoólico elevado, tornando-a numa boa candidata ao estágio em madeira. É, regularmente, associada com as castas Roupeiro e Arinto, que lhe acrescentam uma acidez refrescante.

Bical

Especialmente presente na região das Beiras, nas denominações da Bairrada e Dão (onde por vezes ainda é designada por “Borrado das Moscas”).

É uma casta muito precoce, de elevado potencial alcoólico, embora, por vezes, levemente deficitária no equilíbrio da acidez. Apesar de muito resistente à podridão, é peculiarmente sensível ao oídio. Os vinhos resultantes são especialmente macios e aromáticos, frescos e bem estruturados. As notas de pêssego e alperce são os traços aromáticos mais distintivos, acompanhadas por vezes, e nos anos mais maduros, por discretas e sensuais notas de fruta tropical. A casta apresenta excelentes resultados quando estagiada em madeira, sobretudo quando em contacto prolongado com as borras. Na Bairrada a casta Bical é muito utilizada na produção de espumante, sendo frequentemente associada nos lotes com as castas Arinto e Cercial.

Encruzado

Por ora, a sua zona de influência restringe-se ao Dão, apresentando-se como um dos valores seguros da enologia portuguesa, uma das raras castas brancas de qualidade irrepreensível.

É uma casta produtiva, sem contrariedades de monta, perfeita para a composição de vinhos estremes ou, em alternativa, para abrilhantar muitos dos lotes do Dão. Quando bem trabalhada na vinha e adega, apresenta aromas delicados a rosas e violetas, leves notas citrinas, um pouco de resina, e, em determinadas condições, notas minerais intensas. Entre as suas maiores virtudes inclui-se uma capacidade única para manter um equilíbrio quase perfeito entre açúcar e acidez, proporcionando vinhos sérios e estruturados, untuosos e com uma extraordinária capacidade de guarda.

Chardonnay

Como muitas castas antigas, a sua origem remonta ao Médio Oriente.

Mas foi em França que a Chardonnay encontrou o seu lar mais conhecido. É uma das castas mais populares do mundo, não sendo por isso estranho que também esteja muito presente em Portugal. Melão, Frutos Exóticos e Maçã são os aromas predominantes.

 

Riesling

De todas as castas alemãs, a Riesling é a mais nobre – uma casta que floresce mesmo em solos secos e rochosos.

Contudo, para atingir o seu potencial, a Riesling beneficia muito do sol: portanto, imagine o bem que lhe faz o sol de Portugal! Dá origem a vinhos elegantes e de carácter rico, de sabor e aroma muito distinto, predominando o pêssego ou, quando jovem, a maçã.

Sauvignon

Variedade branca de aromas muito característicos, fáceis de reconhecer, assim como o estilo sempre penetrante e extremamente seco.

Os Sauvignon Blancs são ácidos, tendo o Melão, Maçãs Verdes e Espargos como alguns dos aromas predominantes.

Pinot 

É uma variedade versátil, utilizada na produção de bons vinhos espumantes e alguns vinhos doces de sobremesa. Apesar de não ser um dos membros mais populares da família Pinot, a Pinot Blanc mostrou o seu valor em diferentes regiões vinícolas da Europa, como na Alsácia e no Alto Adige, bem como em partes da Alemanha e da Áustria.